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Samantha Em Chamas

Fogos e desafogos de uma lésbica passada dos cornos e meio anti-social

E só não digo menstruação porque me atrapalho a dizer a palavra

Cada vez que digo que estou com o período nota-se o repúdio na cara de quem quer que me esteja a ouvir naquele momento, normalmente procedido de um comentário que me repreende por dizer algo tão hediondo, especialmente em público, que horror

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(daqui)

 

Então mas querem que diga o quê? Não gosto de dizer merdas que não o são.

Estou com o benfica? Por falar em coisas hediondas... Epá, não. Já disse aqui anteriormente: sou fufa mas não gosto de futebol e se gostasse certamente teria mais que fazer do que ser do/ estar com o benfica. 

Estou naquela altura do mês?  Qual? Aquela quando recebo o ordenado miserável que vocês me pagam? (muito útil quando tenho de falar disto no trabalho) 

Estou no meu lady time? Não, não, não. De lady não tenho nada, nem aqui nem em Inglaterra. Sou uma moça do povo, quanto mais estaria no meu gaja time e mesmo assim não me soa totalmente correcto porque imagino a escorrer cerveja em vez de sangue. O que talvez se torne realidade daqui a uns anos perante a quantidade de cerveja que bebo, mas isso é outra história...

E também não estou com o chico: aqui em baixo não dou permissão a qualquer chica, muito menos um chico. Já disse que não estou para aí virada? Além do mais, num tom mais sério e sem querer promover o PAN, tenho a ideia de que essa expressão vem de chiqueiro (porcos) as in o período-é-nojento-e-não-podemos-foder-com-ele. Porque, atenção, o nojo aqui nem é da confusão sanguínea que se instala lá em baixo por vezes, é porque os senhores na altura não tinham onde pôr a pilinha para dar uso ao que a mulher nasceu para fazer: reproduzir. 

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(daqui)

 

Agora que reflicto, também não sei de onde vem o termo "período". E se é um eufemismo que ganhou força e naturalidade ao longo dos tempos. Espero bem que não. Mas mesmo que o seja, o problema nem são bem os termos: é a reacção aos mesmos ou a forma que se usam. Normalmente baixinho, como se se estivesse a confessar algum crime vergonhoso. Já disse que falo disto bem alto de forma natural e, se me chatearem com merdinhas de comportamentos socialmente correctos, de forma bastante gráfica?

A sesta

Estava a sentir-me esquisita então decidi descansar um bocadinho. A pairar no tecto estava a morte com as suas vestes negras, qual dementor prestes a dizer waazzuuppp, e eu não me conseguia mexer. Maldita paralisia do sono. Nem estava assustada, estava era chateada porque, porra, queria descansar. Continuou durante uns tempos. Adormeci entretanto, mas ainda recordo os sonhos estranhos e tão palpáveis. Quase todos neste quarto. Desgraças iminentes. Queria descansar a cabeça e a cabeça não parava.

 

Acordei cerca de 4 horas depois com um barulho estranho e a pensar que tinha ratos no quarto. Afinal eram pássaros a chilrear no parapeito da minha janela.

Sunshine Blogger Award [parte 1]

Se a blogosfera fosse personificada, eu seria aquela vizinha estranha que vocês julgariam tratar-se de alguma agente secreta ou mal-humorada por entrar e sair de casa sem um semblante simpático e, certamente, sem se envolver nas conversas de café ou de esquina no bairro. E sou mesmo. Mas também seria mais acessível do que aparento e, na necessidade de ovos ou limões, abrir-vos-ia a porta para vos dar. Nem sou mal-humorada (só às vezes...) nem sou agente secreta e, cá entre nós, adoro que me façam perguntas. Portanto, por favor, desafiem-me mais vezes para este tipo de coisas como a Violinista fez! Mas ninguém quer saber das tuas respostas deprimentes, Samantha... 

 

As primeiras três das onze perguntas (vou responder aos bocados):

 

1. Aprendes melhor a ouvir, a ler, ou a fazer?

A ler, sem dúvida. Sou uma gaja da palavra escrita seja para o que for. Posso ouvir mas só tem efeito quando vejo por escrito. E posso fazer mas só porque já aprendi lendo e a parte prática aqui é mesmo isso: é para ganhar prática de algo que já sei. Até nas reflexões para aprender coisas mais abstractas ou concretas sobre a minha alma e o meu coração, por mais que pense e escute e que faça desta ou de outra forma, só quando está no papel e leio é que começo a interiorizar e realmente a aprender com isso.

 

2. Arrependes-te mais de fazer, ou de não ter feito?

De fazer! Nunca tive muita paciência para aquele clichê "mais vale fazer e arrepender do que não fazer e ficar arrependida", porque nunca se coadunou com a minha maneira de ser. Não fiz? Olha, que pena. Talvez faça noutra altura ou não. Fiz? Foda-se, e ainda por cima fiz merda ou sinto-me na merda. E, regra geral, por impulso ou razão, sempre fiz e me lancei às coisas, portanto arrependo-me sempre mais de as fazer do que de não as fazer.

 

3. Preferes existir de manhã bem cedo, ou durante o sossego da noite?

Para comparar eu teria de conseguir, pelo menos, existir de manhã. E não dá. Sou realmente uma criatura da noite, seja para o que for. Salvo seja. Dêem o nome que quiserem: morcego, vampira, puta, anti-social deprimida, desgraçada, pseudo-artista, felinae wannabe. É tudo. Ou nada. Mas é que a vidinha normal da sociedade, esses horários diurnos onde a maioria das pessoas se encontra seja de forma profissional, social ou pessoal, não dá nem nunca deu para mim. Sinto-me mesmo completamente fantasma e desprovida de toda a matéria da qual sou feita na minha essência. Assim que o sol se começa a pôr (a minha parte preferida do dia) começo a sentir-me melhor ainda que esteja na merda. E à noite, seja em que contexto for (profissional, social ou pessoal), sinto-me em casa.

 

Depois respondo às outras questões! E se me apetecer na altura logo faço mais 11 questões. (Mais alguém pensou também que isto era um prémio?)

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(de)cUração

Dizia-me, nos entretantos de um copo de vinho e de um de cerveja, que não se pode dar o cu se a outra pessoa não permitir, por falta de vontade e esforço, que o demos. 

E cheguei à conclusão que o que falta não é o tempo, o que falta é a vontade de mexer o próprio cu para dar ao meu cu algum tempo. 

 

A (tua) salvação é traiçoeira

Tão grata fiquei pelas coisas boas que fizeste que me neguei as necessidades que tinha presentes e transparentes desde o início ignorando a sensação de errado que me transmitiste (sobre mim mesma, ainda por cima!).

No final, quem me salvou fui eu mesma. E não foi de mim nem dos meus demónios. 

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