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Samantha Em Chamas

Fogos e desafogos de uma viajante arco-íris que arde pelo mundo.

A lésbica alienada

Não fui à Marcha do Orgulho LGBTI+ nem vou ao Arraial Pride. Também não vi nenhum jogo de Portugal. Desinteressei-me por futebol há muitos anos, tenho vindo a ser deixada de parte pela comunidade LGBTI+ desde que me lembro. Duas situações distintas que me deixam na mesma posição social: à margem. O futebol é o menos, olhem, não gosto então não vejo. O resto vejo - e não gosto. Não é da parte política; acho importante. Não é da parte mais festiva; também acho importante. Também não é da Marcha nem do Arraial em si; tudo é importante. O importante é que isso parece ser tudo - e não devia ser. 

Há quem encontre lugar na Marcha e ainda bem; é só importante relembrar que não, na marcha não há lugar para toda a gente. Nem no Arraial. E certamente não dentro de campo. Há quem fique no banco e há quem nem seja convocado: na marcha, no arraial ou num jogo de Portugal. 

 

Mais um verão: uma lésbica em mês de orgulho e uma portuguesa alienada.

 

(Post escrito a 21 de Junho de 2018, creio que após ter lido um texto sobre alguém que falava da marcha como a coisa mais inclusiva de todo o sempre. Decorria o Mundial de Futebol.

Andei a passear pelos meus rascunhos.)

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