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Samantha Em Chamas

Fogos e desafogos regados a cerveja e coração

A minha história de amor

No outro dia conheci uma moça. Entre cervejas, camarões e Cacilhas, o meu coração voltou a palpitar e a minha alma voltou a ganhar algum sentido. Ela tão sol, eu tão lua e a conversa tão mundo. 

 

Vivemos para viajar e viajamos para viver. Está na nossa essência. Não nas semanas de férias de uma vida que não nos preenche mas enquanto modo de vida. Se por motivos circunstanciais de um sistema capitalista e precário não nos é sempre possível, também não será impossível. Sonho eu. Entre conversas e reflexões, as nossas experiências partilhadas naquela tarde recordaram-me que há um caminho que me faz feliz e que me faz bem e que esse caminho são os caminhos do mundo.

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A minha irmã ofereceu-me este natal um mapa-múndi grandalhão com uns pins em formato bandeira para apontar os sítios onde já estive. Eu olho para ali e babo-me a pensar em todos os sítios onde ainda vou estar, se conseguir organizar a minha cabeça e a minha vida nos próximos tempos. Ainda me deu um kit de viagem com um cadeado em formato mala e um avião para colocar os meus dados de identificação e colocar na minha bagagem. Normalmente viajo apenas com uma mochila/mala de desporto: nem tenho muita coisa e aprendi que preciso sempre de menos em cada viagem. Mas vai dar jeito. E, na linha do encontro que tive com a moça viajante que, tal como eu, tem uma imensa dificuldade em navegar nas águas "normais" e paradas deste sistema casa-família-trabalho-rotinas-cidade, parece-me um bom motivador para orientar o meu caminho.

 

Na noite das cervejas, camarões e Cacilhas, depois de muita música em vários idiomas que ouvimos e nos demos mutuamente a conhecer, despedimo-nos com um beijo bom. A moça sorriu e disse-me "isto não fica por aqui". Respondi-lhe "vamos ver", porque é provável que fique embora gostasse de a ver de novo, sim. Já lhe disse isso, mas o universo saberá quando e se os nossos caminhos se cruzarão outra vez. Se for o caso, aproveitarei. Se não for, ficarei eternamente grata pela partilha de tempo e energia daquele dia. É que eu vim de lá apaixonada pela vida, enamorada pelo mundo e relembrada deste meu amor maior por geografia e culturas. E isso vale por tudo.

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