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Samantha Em Chamas

Fogos e desafogos de uma viajante arco-íris que arde pelo mundo.

Do mundo com amor e um selo

Quando viajo costumo enviar postais, escritos e com selo, para mim em Portugal. Há quem ache isto triste - eu acho bonito, é sinal de que estou a viajar e de que levo comigo, para além da lembrança, um pouco de quem fui naquele momento naquela viagem. Tenho uma colecção vasta de postais de várias partes do mundo e enviados por várias pessoas mas tenho um carinho especial pelos postais que me envio. Se os outros são uma lembrança de que o mundo é cheio de paisagens, pessoas e possibilidades, os meus são uma lembrança de que eu também já fiz e posso continuar a fazer parte deste mundo cheio de paisagens, pessoas e possibilidades. É um ritual de preservação de quem sou naquela viagem que também preserva a minha esperança em alturas da minha vida em que a "depressão" é um universo e vence o mundo.

 

Lembro-me perfeitamente do primeiro postal que eu enviei. Não me lembro bem de que idade é que tinha, imagino que entre os 7 e os 10, mas sei perfeitamente que estava num café de um terminal de autocarros na Grécia. O meu pai é camionista e, quando era mais nova, eu costumava viajar com ele. E nessa viagem fomos até à Grécia (não seria a primeira vez). Num dos momentos de pausa, ele lá foi beber a sua cerveja e eu fui enviar postais para casa. Tenho a sensação de que um deles era uma imagem de uma borboleta e que enviei para a minha mãe. Não para mim ainda, esse foi um hábito que ganhei anos mais tarde quando comecei a tratar eu das minhas viagens. Mas o mais engraçado é que esse momento ficou registado fotograficamente e só vim a saber da sua existência quando a minha colecção de postais já era maior do que eu. E tanto a coleccção como a miúda da fotografia continuam a crescer.

 

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