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Samantha Em Chamas

Fogos e desafogos regados a cerveja e coração

Girls just wanna have friends

Hoje sonhei que a Cyndi Lauper estava algures numa estrada a tentar montar uma carrinha para ir para os Oscars. Era um daqueles eventos entre intervalos e prémios onde normalmente passa música e, neste caso, toda esta cena se passava em directo nos ecrãs gigantes ao som de "Girls Just Wanna Have Fun". Eu por algum motivo tinha um lugar sentada no anfiteatro mas levantei-me, saí para a rua e fui ter com ela. O resto do vídeo era eu  a dançar e a cantar a música como se a minha vida dependesse disso, muito divertida em direcção à carrinha da Cyndi Lauper. Quando lá cheguei, a tia Cindy deu-me uns beijinhos fofinhos na cara enquanto me abraçava. No meio de todas as cores, ela tinha uma bandolete branca e deu-me uma. Meti-a na cabeça e subi para a carrinha que já se encontrava montada e lá fomos nós. Ao fazer uma curva, um endredon com cores vivas de palhaço ia caindo mas eu, abençoada com bons reflexos, apanhei-o. E diz-me a ti'Cindy assim com voz arrastada de bagaço: "HERRRÓOOOOIIII". E o despertador tocou.

Raras são as vezes em que preciso do despertador mas tive de me levantar muito cedo para uma entrevista de emprego. Apesar disto, acordei bem. E assim fiquei durante uns minutos até que li uma carta não enviada a alguém por alguém que gosto muito de ler e a lembrança de ti hoje ganhou força. Só não te chamas Ana, mas estás estatelada naquelas palavras. Como se não bastasse, a entrevista foi na tua antiga empresa. Tanto a evitei por não querer nada associado a ti mas preciso de comer e de pagar um tecto e então fiz-me à vida.

 

Dia 30 faz um mês da última vez que nos falámos. Não sei se estás viva, não sei se estás morta. Dia 30 faz dois meses que nos vimos. E que me tentei matar. No dia do meu aniversário. Não por causa de ti, obviamente, mas a tua irresponsabilidade para comigo no momento mais vulnerável da minha vida foi a gota de água. E nunca consegui dizer-te isto. Vives a poucos minutos de mim mas a distância é enorme e mede-se em falta de terra para criar raízes.

 

Talvez algum dia te escreva. 

Agora preciso de me curar.

Talvez nunca mais te escreva.

 

Hoje voltaste a doer. Mas a parva fui eu. Não se confia a palavra amizade a alguém que é incapaz de ser transparente consigo mesma.

Hoje voltaste a doer mas há-de chegar o dia em que não doerás mais. 

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