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Samantha Em Chamas

Fogos e desafogos de uma viajante arco-íris que arde pelo mundo.

Os pássaros de Gjøvik

Os únicos sinais de vida eram os triângulos negros lá em cima. Saíam das árvores e voavam em grupo mas a sós com as suas asas. Eu não voava. O meu coração nem sequer batia então como é que poderia sequer voar? Gjøvik parecia um cenário de um filme distópico onde o vazio se sente a cada frame frio da cor da solidão: nem é azul nem branco nem cinzento, são todas essas cores num tom triste onde só se inala o vácuo irrespirável. 

Mas os pássaros de Gjøvik lá existiam e continuavam a voar. Iam em círculos e em bando como uma banda de hits ridículos que compõe a banda sonora de um pós-apocalipse. Um eclipse de vida: eram os pássaros de Gjøvik.

 

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(Foto tirada por mim na minha passagem por Gjøvik, Noruega, em Dezembro de 2017)