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Samantha Em Chamas

Fogos e desafogos de uma lésbica passada dos cornos e meio anti-social

Sunshine Blogger Award [parte 1]

Se a blogosfera fosse personificada, eu seria aquela vizinha estranha que vocês julgariam tratar-se de alguma agente secreta ou mal-humorada por entrar e sair de casa sem um semblante simpático e, certamente, sem se envolver nas conversas de café ou de esquina no bairro. E sou mesmo. Mas também seria mais acessível do que aparento e, na necessidade de ovos ou limões, abrir-vos-ia a porta para vos dar. Nem sou mal-humorada (só às vezes...) nem sou agente secreta e, cá entre nós, adoro que me façam perguntas. Portanto, por favor, desafiem-me mais vezes para este tipo de coisas como a Violinista fez! Mas ninguém quer saber das tuas respostas deprimentes, Samantha... 

 

As primeiras três das onze perguntas (vou responder aos bocados):

 

1. Aprendes melhor a ouvir, a ler, ou a fazer?

A ler, sem dúvida. Sou uma gaja da palavra escrita seja para o que for. Posso ouvir mas só tem efeito quando vejo por escrito. E posso fazer mas só porque já aprendi lendo e a parte prática aqui é mesmo isso: é para ganhar prática de algo que já sei. Até nas reflexões para aprender coisas mais abstractas ou concretas sobre a minha alma e o meu coração, por mais que pense e escute e que faça desta ou de outra forma, só quando está no papel e leio é que começo a interiorizar e realmente a aprender com isso.

 

2. Arrependes-te mais de fazer, ou de não ter feito?

De fazer! Nunca tive muita paciência para aquele clichê "mais vale fazer e arrepender do que não fazer e ficar arrependida", porque nunca se coadunou com a minha maneira de ser. Não fiz? Olha, que pena. Talvez faça noutra altura ou não. Fiz? Foda-se, e ainda por cima fiz merda ou sinto-me na merda. E, regra geral, por impulso ou razão, sempre fiz e me lancei às coisas, portanto arrependo-me sempre mais de as fazer do que de não as fazer.

 

3. Preferes existir de manhã bem cedo, ou durante o sossego da noite?

Para comparar eu teria de conseguir, pelo menos, existir de manhã. E não dá. Sou realmente uma criatura da noite, seja para o que for. Salvo seja. Dêem o nome que quiserem: morcego, vampira, puta, anti-social deprimida, desgraçada, pseudo-artista, felinae wannabe. É tudo. Ou nada. Mas é que a vidinha normal da sociedade, esses horários diurnos onde a maioria das pessoas se encontra seja de forma profissional, social ou pessoal, não dá nem nunca deu para mim. Sinto-me mesmo completamente fantasma e desprovida de toda a matéria da qual sou feita na minha essência. Assim que o sol se começa a pôr (a minha parte preferida do dia) começo a sentir-me melhor ainda que esteja na merda. E à noite, seja em que contexto for (profissional, social ou pessoal), sinto-me em casa.

 

Depois respondo às outras questões! E se me apetecer na altura logo faço mais 11 questões. (Mais alguém pensou também que isto era um prémio?)

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