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Samantha Em Chamas

Fogos e desafogos de uma viajante arco-íris que arde pelo mundo.

Follow Friday | Ó da guarda, peixe frito!

Uma vez fui mordida por um peixe. Estou a falar a sério. Mergulhei no rio sado e saí de lá encharcada, porque me atirei com roupa toda e de forma irresponsável à beira-rio, e com uma ferida no dedo mindinho do pé. Não acreditam? É assim: a água não foi, recuso-me a acreditar que foi por causa da pedra à beira-rio porque isso não tem nada de espectacular para contar uma história, e prefiro pensar que foi um carapau enquanto dou graças por não ter sido uma piranha. 

 

Perante todo este trauma animal aquático seria provável nunca mais querer ver um peixe à frente, certo?

Errado. Por isso é que ando quase todos os dias enfiada no aquário (salvo seja) da Peixe Frito, a peixa mais frita da cabeça de todo este cardume virtual, para me rir. Realmente os peixes não são todos iguais (#notallfish). O outro tentou arrancar-me o pé e só me magoou, esta solta as gargalhadas todas que há em mim com a sua maneira peculiar de narrar o seu dia-a-dia aquático (ou oleado? Uma vez que é frita...) e só me levanta as dores da alma.

 

Ó da guarda, peixe frito! 

 

O melhor stand-up aquarium de todo o sempre. Ponham óleo nos risos e afoguem-se em diversão!

Tag: The Entertainer Blogger

21 dias depois aceito, finalmente, o desafio feito por Uma Carta Fora Do Baralho. Nunca tive as ideias lá muito bem baralhadas mas parece que é a minha vez de dar as cartas, então vamos lá!

 

Porque começaste o blog?

Porque precisava de atenção. Salvo seja. Não pretendo que pendurem a minha foto na vossa sala como se estivéssemos na Coreia do Norte e eu fosse um dos Kim (mas se calhar não era mau pensado... que tal?) mas a minha natureza selectiva e solitária no quotidiano aliada ao facto de não ter redes sociais, a não ser o instragram (que vai e vem), não me dá lá muito uma audiência para partilhar palavras e histórias. E sentia muita falta de partilhar coisas e de, consequentemente, abrir portas para me conectar com pessoas então voltar à blogosfera foi a única maneira confortável e lógica que encontrei para o fazer. E ainda bem!

 

Qual é o teu livro favorito?

Epá. O livro que deu origem ao nome do blog, "Cidade em Chamas" de Garth Risk Hallberg e do qual já falei aqui. 

Mas se me passarem um livro qualquer de Jack Kerouac para a mão vou ficar muito contente! E, por curiosidade, o meu conto preferido é o "Coração Delator" de Edgar Allan Poe

 

O que menos gostas?

Da geração celeiro, que é como eu chamo às pessoas que acham que basta irem para um retiro espiritual de mil euros, partilhar uma imagem a dizer "só boas energias" e fazer umas rastas no cabelo para se tornarem a melhor versão delas mesmas. Resumindo, claro. Mas é que, sinceramente, fazer um caminho de luz é complicado por muito que a simplificação da alma pareça ser o objectivo e não creio que se faça ignorando a nossa própria escuridão. E eu estou cansada de que me façam sentir mal por abraçar a minha escuridão como se ela fosse um monstro - não o é. Há-de ser os meus demónios mas são demónios que merecem ser abraçados. É no meu quarto escuro que a minha luz, eventualmente, se vai acendendo. Portanto a geração celeiro comigo não cola, especialmente à custa do meu bem-estar e do meu carácter: gosto cá pouco de ilusões e ainda menos de ser usada como cobaia ou bode expiatório por não fingir que o mundo é um arco-íris. Talvez seja um mecanismo de defesa mas só me dá para rir. Ovos estrelados, a forma como a sociedade está construída, beijinhos na cara e usar meias iguais também são das coisas que menos gosto (portanto se me assaltarem os sapatos, não importa o dia, vão ver sempre meias diferentes em cada pé!)

 

Qual a tua comida favorita no Shopping?

A sopa de peixe com pão torrado da loja das Bifanas de Vendas Novas! Sim, sou muito específica. E quase nunca vou ao Shopping. Cansa-me. Nem sempre como alguma coisa quando vou lá mas aquele lugar come sempre a minha paciência! Mas vá, a sopa vale a pena. E depois a seguir vou ao cinema. Quase que rimava, que cena. Ó, rimou! Essa sopa é pura poesia.

 

Qual o teu passatempo favorito?

Sempre foi escrever e enviar postais. Já não envio há uns largos meses, inclusive apaguei recentemente a conta que tinha no postcrossing há uns anos. Também já devem ter percebido que adoro pegar na câmara fotográfica e fazer coisas com ela. Volta e meia invento alguma coisa relacionada com geografia, seja meter-me a viajar aleatóriamente no google ou a escrever, por alguma ordem (alfabética, geográfica, etc), listas de países e/ou cidades. Também gosto de fazer palavras cruzadas. E à noite adoro apagar a luz, acender um par de velas, pôr música e.... fazer puzzles no computador. Ah! Pensavam que andava a encaixar outras coisas, não era? 

 

Os meus nomeados:

 

Ninguém e toda a gente. Não gosto de nomear, sou mais das que vota. Estou a brincar, não vejo reality-shows. 

 

Regras:
  • Agradecer à pessoa que vos nomeou e adicionem o link do blog dela
  • Adicionar as regras, para que os outros as possam seguir
  • Nomear pessoas que achem divertidas, inspiradoras e agradáveis!
  • Responder às mesmas perguntas
  • Incluir a imagem no vosso post

 

Acho que falhei algumas regras mas normalmente não falho na boa educação, a não ser que a pessoa seja chata e eu a queira mandar para outro lado, o que não é o caso, portanto obrigada, Carta!

 

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A hora do namoro

Assim que entrei no quarto ouvi a velha rezingona cá do bairro a mandar vir lá fora. Gritava ela que aquelas horas, e eu olhei e vi que eram 11h17, não eram horas para namorar. Depressa a outra velha, menos rezingona no geral, sempre rezingona em retaliação, mandou um berro:

 

Ó Custódia, cala-te, qualquer hora é boa para namorar!

 

Eu ri-me e fui comer um bolo. 

Descansa em paz, Zézinho

Nos meus últimos dias em Espanha fiz aquilo que uma pessoa minimamente educada e asseada faria na minha situação: arrumei as coisas e limpei a casa. 

Não tenho muitas coisas no geral mas com os presentes de despedida alguns pertences meus não cabiam na mala então tiveram de ir num outro saco. Sem problema. Meti tudo a um canto, dei um jeito ao quarto, fui despejar o lixo e aproveitar o último pôr-do-sol. Lindo, a sério. Cheio de aconchego e de memórias.

Na tarde seguinte, a Pilar veio buscar-me para me levar à estação de comboios de Salamanca. Nessa noite regressava, de vez, a Portugal. Peguei na mala e levei para o carro. Voltei ao quarto e peguei no saco com as minhas coisas. Só que não era o saco com as minhas coisas:

era o saco do lixo! O saco com as minhas coisas é que tinha ido para o lixo...

 

O pânico!

O horror!!

A tristeza profunda...

O que é que lá estava que eu estimava tanto?

O meu vibrador!

 

Nunca mais fui a mesma. Ainda hoje estou traumatizada. Que saudades.

Descansa em paz, Zézinho.